Jovem admite que mentiu ao denunciar tio por estupro em MT e vai responder por denunciação caluniosa

Facebook
Pinterest
Telegram
WhatsApp
Compartilhe

A Polícia Civil confirmou que a investigação de um estupro foi encerrada em Confresa (1058 km de Cuiabá) após a suposta vítima, de 21 anos, admitir que inventou toda a acusação contra o próprio tio. Segundo a polícia, a jovem compareceu à delegacia no mês passado para se retratar da acusação feita dias antes, em dezembro, quando afirmou ter sido estuprada pelo tio, de 32 anos, enquanto estaria inconsciente por consumo de álcool.

O laudo pericial confirmou a conjunção carnal, mas agora a mulher declarou espontaneamente que a relação foi consensual, que já sentia atração pelo familiar e que estava consciente durante todo o ato. A própria mãe da jovem confirmou às autoridades que a filha admitiu o caráter consensual da relação e que a denúncia inicial foi influenciada por terceiros.

O delegado Rogério da Silva Irlandes, responsável pelo caso, determinou o arquivamento da investigação contra o tio e, simultaneamente, a instauração de inquérito para apurar o crime de denunciação caluniosa contra a mulher. O delegado acrescentou ainda que a conduta da mulher representa desperdício de tempo, pessoal e recursos públicos, já que ela mobilizou Polícia Militar, Polícia Civil, Politec, Ministério Público e Poder Judiciário para uma acusação que sabia ser falsa.

“É forçoso reconhecer que a falsa vítima utilizou-se indevidamente de todo o aparato estatal para satisfazer motivações pessoais desconhecidas”, disse o delegado Rogério da Silva Irlandes. Rogério Irlandes classificou a atitude da agora investigada como “imoral e desrespeitosa às autoridades”, “O crime de estupro de vulnerável é um dos mais graves do ordenamento jurídico brasileiro, com penas severas. Ao imputá-lo falsamente a um inocente, a mulher não apenas destruiu a reputação do familiar, como também desviou a atenção do Estado de investigações legítimas e urgentes”, afirmou o delegado, por meio da assessoria.

A denunciação caluniosa, prevista no Art. 339 do Código Penal, consiste em dar causa à instauração de investigação contra alguém, imputando-lhe crime de que o acusador sabe ser inocente. As penas podem chegar a oito anos de reclusão, além de multa. O caso agora seguirá para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário, mas a Polícia Civil já determinou o indiciamento da mulher, considerando que ela provocou uma investigação por um crime que sabia não ter ocorrido.

“A atitude das autoridades serve de alerta à população. Registrar ocorrência falsa não é um jogo, e as consequências legais são reais e severas. Quem mente em delegacias não apenas prejudica inocentes, mas também compromete a eficiência da segurança pública, desviando forças que poderiam estar protegendo vítimas reais de violência”, concluiu o delegado Rogério.

Zan norte policial

Compartilhe
Facebook
Pinterest
Telegram
WhatsApp

Leia mais...

Screenshot_13

Governo de Mato Grosso afirma que serviço do Samu não será interrompido

Screenshot_12

Quatro são presos durante assalto à residência em Sinop

Screenshot_11

Aeroporto em Mato Grosso passa a integrar concessão da GRU Airport e terá R$ 25 milhões em melhorias

Screenshot_10

São Paulo busca empate com o Inter mas pode perder vice-liderança

Screenshot_9

Estudo da UFMT identifica falhas no controle sanitário da carne bovina no Brasil

Screenshot_5

Dois homens morrem após colisão de carro e carreta em rodovia de Mato Grosso

Screenshot_4

Central especializada realiza nova captação de orgãos para cinco pacientes em MT

Design sem nome (4)

Acusado de matar adolescente no Nordeste é preso pela Polícia Civil em Mato Grosso