O deputado federal Marco Feliciano criticou duramente a nova edição da Caderneta da Gestante, material distribuído pelo governo federal durante o acompanhamento pré-natal. Segundo o parlamentar, o documento traz mudanças na linguagem que, na visão dele, causam polêmica e geram preocupação entre setores conservadores.
A principal crítica feita pelo deputado está na substituição do termo “mãe” por expressões como “pessoas que gestam”. Para ele, a mudança representa uma tentativa de alterar conceitos tradicionais ligados à maternidade e à família brasileira.
Durante pronunciamento, o parlamentar também afirmou que o material poderia incentivar mulheres vítimas de violência sexual a realizarem aborto sem denunciar o agressor às autoridades. A declaração provocou forte repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões entre apoiadores e críticos do governo.
O governo federal ainda não respondeu oficialmente às declarações. A nova versão da caderneta foi criada com o objetivo de ampliar a inclusão e adaptar a linguagem para diferentes realidades familiares e identidades de gênero, segundo defensores da medida.
A discussão reacende o debate político e ideológico sobre temas ligados à saúde pública, direitos das mulheres e linguagem inclusiva no Brasil.