Tião da Zaeli aponta “fuga” da carteira assinada e alerta para possível colapso da Previdência

Facebook
Pinterest
Telegram
WhatsApp
Compartilhe

Presidente da Fecomércio-MT afirma que crescimento da informalidade, da pejotização e do assistencialismo preocupa o mercado de trabalho

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Tião da Zaeli, fez um alerta sobre os impactos do aumento da informalidade no mercado de trabalho brasileiro. Segundo ele, a redução do número de trabalhadores com carteira assinada, somada ao crescimento da pejotização e à dependência de programas assistenciais, pode comprometer a arrecadação da Previdência Social e gerar dificuldades para o sistema no futuro.

Fecomércio defende fortalecimento do emprego formal

Durante entrevista, Tião da Zaeli afirmou que muitos trabalhadores têm deixado de buscar empregos com carteira assinada, optando por modelos de trabalho sem vínculo empregatício. Para o presidente da Fecomércio, esse movimento reduz a arrecadação previdenciária e enfraquece o financiamento do sistema responsável pelo pagamento de aposentadorias e outros benefícios.

De acordo com Zaeli, o avanço da pejotização, quando profissionais passam a prestar serviços como pessoa jurídica, também merece atenção. Embora esse modelo seja legal em diversas situações, ele defende que o crescimento indiscriminado da prática pode diminuir a quantidade de contribuintes para a Previdência Social.

Outro ponto destacado pelo dirigente é o impacto de programas assistenciais. Na avaliação dele, alguns benefícios podem acabar desestimulando a formalização do emprego quando não são acompanhados de mecanismos que incentivem a entrada ou o retorno do trabalhador ao mercado formal.

O presidente da Fecomércio ressaltou que a carteira assinada continua oferecendo importantes garantias ao trabalhador, como férias remuneradas, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), licença-maternidade, auxílio-doença e contribuição para a aposentadoria.

Especialistas lembram que o mercado de trabalho brasileiro vem passando por profundas transformações nos últimos anos, impulsionadas pelo crescimento dos trabalhadores autônomos, dos aplicativos, do empreendedorismo e da prestação de serviços como pessoa jurídica. Ao mesmo tempo, economistas destacam que o desafio é encontrar um equilíbrio entre novas formas de contratação e a sustentabilidade das contas da Previdência Social.

O debate sobre a formalização do emprego, a geração de vagas, a carga tributária e o financiamento da Previdência continua entre os principais temas da agenda econômica nacional e deve seguir em discussão entre representantes do setor produtivo, governo e especialistas.

Continue acompanhando o Portal Zan Norte para mais notícias sobre economia, mercado de trabalho, política e os principais acontecimentos de Mato Grosso e do Brasil.

Compartilhe
Facebook
Pinterest
Telegram
WhatsApp

Leia mais...

Screenshot_23

Empresas e indústrias contrataram 8,1 mil funcionários a mais em Mato Grosso mês passado

Screenshot_22

Preso homem que agrediu com socos e ameaçou atirar em técnicos que fiscalizavam furto de energia em MT

Sinop: moradores cobram conclusão de obras em estrada; prefeitura prevê até dezembro

Screenshot_20

Cotação do boi tem aumento semanal em Mato Grosso

Screenshot_19

Mato-grossense se consagra campeão da PRB na Festa de Barretos e vai aos Estados Unidos; “Deus tem me fortalecido”

Screenshot_18

Nora é presa suspeita de assassinar ex-servidora pública em Mato Grosso; prefeitura decreta luto

Screenshot_17

InPacto Lucas acelera ações estratégicas e projeta Lucas do Rio Verde como referência em economia verde

Screenshot_16

Mixto encerra Brasileirão Feminino sábado contra São Paulo após se garantir na elite